27 de junho de 2013

Interdição da Beira Mar.


Desde o dia 04 maio 2013, que o trânsito na Avenida Beira Mar, bairro 13 de julho, está interditado pela Prefeitura de Aracaju-SE, alegando risco de colapso iminente para a população da cidade, devido à ação das águas na balaustrada de proteção da via. Essa decisão, contestada por várias autoridades da área,   vem prejudicando sensivelmente a população pelos transtornos que  está causado aos motoristas devido  a mobilidade urbana no local e nas proximidades.  Porque a mobilidade urbana tem impacto na economia do local e na qualidade de vida das pessoas, E que, quando problemática, que é o caso, pode custar caro para o Estado, para o Município e para a população, em virtude das perdas que proporciona.

Assunto polêmico, porém,  questões políticas e de interesses pessoais envolvendo o Município e o Estado estão impedindo que ações concretas e definitivas sejam adotadas no local, objetivando a solução do problema. Nós sergipanos, finalmente, esperamos que com esse novo laudo técnico da FCTH - Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, da Universidade de São Paulo (USP), consiga convencer o Prefeito João Alves (DEM) das reais necessidades de se adotar medidas técnicas e definitivas para correção dos problemas que a natureza  impõe naquela localidade, deixando de lado seus interesses eleitoreiros de 2014 e pensar mais na população da cidade que o elegeu para governar o Município.  

*   Segundo o laudo técnico não há necessidade de interdição da via pública!       

DIZ O LADO:
- Publicado no Jornal do Dia em 27/06/2013.

A pedido da Agência Nacional de Águas (ANA), a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), da Universidade de São Paulo, elaborou relatório sobre o Projeto de Defesa Litorânea da Praia 13 de Julho junto à foz do rio Sergipe e constatou que não há necessidade de interdição do trecho da avenida Beira Mar, como fez a Prefeitura de Aracaju desde o último dia 4 de maio.
Assinado pelos professores Moisés Tessler (Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo) e José Carlos Bernadino (Escola Politécnica da USP), o relatório informa que após reunião na Adema, no último dia 3 de junho, foi feita uma vistoria técnica no local e não foi identificado nenhum indício visível de perda de material de composição do aterro ou mesmo danos maiores ao pavimento, que justificassem a classificação da área como sendo de risco de colapso iminente.
"O muro externo de contenção do aterro, que fica exposto à ação de ondas, está aparentemente em bom estado, não tendo sido encontrados vestígios de fuga de material. Foram identificados, em pontos específicos do trecho, algumas fissuras no pavimento, especialmente nos locais próximos às saídas das redes de drenagem de águas pluviais. Entretanto, entende-se que nenhuma destas fissuras é muito grande ou extensa de tal forma a justificar a interdição do trecho", destaca o relatório.
A Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica ressalta, no entanto, que em função de documento apresentado pela Adema que foi utilizado pela Prefeitura de Aracaju para embasar a decisão pela interdição de trecho da avenida Beira Mar, a FCTH recomenda a contratação de entidade idônea, especializada nesse tipo de avaliação, para emitir um parecer técnico sobre o estado de conservação do aterro da avenida, e se há de fato necessidade de interdição do trecho por risco de ruptura.
A FCTH ressalta que "uma obra de defesa dos litorais deve passar por uma série de estudos, que vão desde o conhecimento da hidrodinâmica marinha e transporte de sedimentos no local, até a avaliação dos impactos das soluções propostas sobre o meio ambiente, o entorno e as comunidades litorâneas". A fundação recomenda a aplicação de estudo de alternativas de intervenção, de tal forma a permitir a escolha da melhor opção do ponto de vista técnico, econômico e ambiental.
"Para a aplicação da modelagem computacional no trecho do estuário do rio Sergipe, é preciso o conhecimento de uma série de informações sobre as características ambientais do local, tais como: regime de ondas, variação da maré, velocidades das correntes marítimas, transporte de sedimentos, vazões líquida e sólida oriundas da contribuição fluvial, topobatimetria, entre outros".
Como há quantidade pouco significativa de dados secundários sobre o estuário do rio Sergipe, a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica diz que há necessidade de realização de levantamento de dados de campo para subsidiar a calibração do modelo computacional. "Esses levantamentos devem ser realizados durante o período mínimo de um ano, de forma a abranger todo o regime de variação fluvial e marítima no estuário", conclui o relatório.

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